segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Desejo Platônico

E ele tinha pele branca, olhos negros, cabelos escuros e um sorriso encantador. Sua devoção e fé o transformavam em um tipo de anjo que buscava sua purificação espiritual. Era lindo.
Era lindo poder ver e sentir isso. Talvez eu confunda algumas coisas ao descrever o que sinto por tal anjo e pedra de tropeço pois não é fácil não desejar tal pessoa para sí apesar de se notar que seu coração, corpo alma e mente já tem donos.
Uma mistura das primicias e desejos da carne se faziam notar sobre aquele ser. Desde o cabelo liso e perfumado até a voz envolvente. A simpatia sem igual, o amor fraterno e a devoção ao sentido da vida, o realizar da alma em sua essência, o amor que transborda a cada sílaba escorrida de sua boca vermelha e quente. O corpo garboso se fazia notar presente a qualquer um que estivesse perto ou longe, todos sabiam quem era.
De fato, alguém cobiçavel. Manter distância de seu corpo, de sua presença não era algo que eu desejasse ou aceitasse mas, como não havia o que fazer, a distância foi necessária.
Talvez se dissesse abertamente meus sentimentos seria correspondido... Na verdade não. Está claro que não nutre sentimento afetivo algum por mim, o que me faz desejá-lo ainda mais. Confesso me entregar ao pecado, não carnal, mas àquele que faz o coração e a mente pecar. De onde vem tanto desejo assim? Por que foste tu o escolhido de minh'alma?
Prefiro tê-lo eternamente ao meu lado apenas como companheiro de fé a tê-lo apenas como uma lembrança. Assim ao menos posso vê-lo de tempos em tempos, toca-lo com ternura saudade e carinho em nossos encontros.
Prefiro está felicidade singela à tristeza infinita.

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