sexta-feira, 2 de outubro de 2015

E se...

Numa tarde de sexta feira, depois de um longo dia de trabalho e algumas afazeres de casa, resolvo fazer um limpa na agenda e tirar dela quem não faz falta, ou simplesmente deixou de fazer parte da vida não por algum encomodo, mas puramente pela ação do tempo. Comecei de baixo pra cima e logo vi que alguns contatos nem tinha nome. Abrindo a foto de contato, algumas sem rosto, outras com algo familiar e outras sem qualquer lembrança.
Um nome específico me chamou atenção. Era o nome dele. Ele, o ser que me deixou loucamente apaixonado, que me deixou com borboletas na barriga.... Lembrei-me de tanta coisa que vivemos em tão pouco tempo....
Naquela época eu estava um pouco revoltado com relacionamentos... Nenhum dos últimos 3 haviam dado certo e eu já estava cansado de tanto tentar.
Nos encontramos algumas vezes, saimos algumas, até tentamos um relacionamento mas não senti confiança. Marcamos uma viajem juntos, já havia contado aos meus amigos, arrumado as malas, avisado aos meus pais... Estava tudo certo.
Depois do trabalho, ancioso como nunca, peguei o carro e fui abastecer e enquanto isso liguei para o que eu achava ser o cara ideal. Pobre imaginação fértil. Depois de tudo pronto, ele não "podia" viajar ...
Quase surtei com aquilo, pra mim foi o ponto final. Quando voltei de viagem, terminamos. Um relacionamento meio que à distância nunca deu certo comigo. Ele não entendeu o motivo, disse que não era válido mas pra mim já era tarde, o encanto se desfez.
Prometeu-me ser amigo, tentar me reconquistar mas isso de fato nunca aconteceu. Hoje, depois de pelo menos um ano e meio desde a nossa último conversa, penso como teria sido se eu fosse mais tolerante.
Talvez se eu não estivesse tão cansado de ser magoado, de relacionamentos infrutíferos; se ele demonstrasse um pouco mais de atenção, talvez se nos víssemos mais vezes, se morassemos mais perto; se aquela viajem tivesse dado certo, se nossos sentimentos fossem mais fortes; se eu não tivesse tão caído emocionalmente, se você insistisse mais um pouco.... Se a vida não tivesse nos pregado essa infortuna peça, se estivéssemos realmente apaixonados um pelo outro, Talvez daríamos certo.
Agora estou aqui pensando em nele de novo, como na primeira noite que passei em claro pensando em nós dois. Vi que não me distanciei tanto assim. Ainda tenho contato dele e sei por exemplo que está online no bate bapo neste exato momento. Se eu tivesse coragem de chama-lo novamente... Pelo menos para ter certeza de que está tudo bem, se encontrou o cara ideal, se aquele papo de amizade era sério... Sei lá, qualquer coisa que nos deixasse mais próximos, que nos dissesse..  Está tudo bem, mesmo com tudo isso, que podemos estar perto um do outro sem nos magoar.
Depois de tudo isso, não sei o que realmente fazer. Deixar o contato salvo, apagar de vez da minha vida... Chamar lra conversar, ligar, mandar torpedo, qualquer coisa.
Por via das dúvidas, manterei por mais um tempo. Talvez em um dia de revolução na minha vida eu Tomé alguma providência sobre o assunto mas por hora, é somente isso. Uma breve lembranças do "se" tivéssemos algo em comum.