quarta-feira, 8 de abril de 2015

Até Breve

Que bom que foi assim, sem tristeza, sem frieza, sem mentiras e corações partidos. Foi muito bom ter te reencontrado depois de tanto tempo, ter lhe visto, conversado, visto com meus próprios olhos que está bem e feliz. Sabe aquelas aspas que eu sempre esqueço de fechar na minha vida? Então, dessa vez eu vou conseguir, pois entendi que o que vivemos agora é passado, um lindo e feliz passado.
Não tente apagar da memória os nossos momentos bons, mas também não precisa espalhar pro mundo o que vivemos. Sim, foi lindo, mágico, encantador, surreal e tudo o que se possa imaginar, mas acabou. Na verdade acabou a algum tempo mas só agora eu posso ver isso. Ver que você conseguiu fechar as aspas na sua vida e apenas eu demorei a perceber que não havia mais espaço pra mim.
Sei que em poucos anos vai parar e pensar como estou, a gente provavelmente manterá contato, mesmo que escasso, e em alum dia você vai querer me ver, vai me ligar e marcar em algum café. Eu irei sim, por que fizemos parte um do outro por um tempo na nossa vida, e mesmo que isso não seja no futuro, vou querer saber como foi a sua vida depois dessa carta. Quantos filhos teve, quantas vezes se casou, como foi a faculdade, essas coisas. Vamos conversar por algumas horas e você vai querer saber como estão meus pais, quando foi que tomei a decisão mais importante da minha vida, se tive filho e se consegui fechar todos os parênteses abertos na minha vida, e eu, provavelmente, direi que ainda estou tentando embora o nosso já tenha sido fechado e a conversa seria apenas por que o único sentimento que restou foi a amizade.
É, acho que é isso. Simples como a água. Quero apenas agradecer por ter participado ativamente na minha vida durante um período importante, e dizer que o sentimento existe, sempre existiu e sempre existirá, mas que a partir de agora, será transformado em outro para melhor reaproveitamento do conteúdo contido nas nossas vidas.

Até breve, espero.


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