sábado, 15 de novembro de 2014

A carta que não enviei



...a gente pouco se falava...
Aí do nada eu reaparesso e, quando nossos olhos se encontram, aquele sorriso cristalizado reluz, contornado pelos lábio sedosos cor de cereja ressurgem. Os olhos pretos e finos brilham, se tornam vívidos e o coração dispara. Do outro lado da sala dá para ouvir seu pulsar, como ondas se quebrando nas rochas de um penhasco de encontro ao mar.
Me olha como se fosse um pedaço de carne, e ele um leão faminto querendo me devorar, preso em uma jaula sem conseguir me alcançar...
Ao perceber a presença de outros, seus olhos desnorteiam, as bochechas coram, parece uma criança envergonhada.
Ah se soubesse meus sentimentos... Ah se soubesse quantas noites sonhei com você... Ah se soubesse como adorava passar cada segundo junto de ti, mesmo sem poder ser eu mesmo e mostrar a todos o qua to estar com você me fazia feliz.
Quem me dera poder te chamar num canto, olhar nos teus olhos negros e profundos e lhe dizer tudo isso... E quem me dera depois de tudo isso você abrir esse lindo sorriso e me dizer que tudo foi recíproco, quem não senti sozinho, que não foi tudo em vão...
Quem me dera poder viver essa história mais uma vez mas com todo o sentimento livre, sem medos e receios, sem aquilo que não foi dito... Sem essa distância que nos separa.

Um comentário:

  1. Me olha como se fosse um pedaço de carne, e ele um leão faminto querendo me devorar, preso em uma jaula sem conseguir me alcançar :33 Quem me dera poder viver essa historia novamente ..

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